Dia das Mulheres: por que é tão importante falar sobre elas?

O Dia das Mulheres é comemorado desde o início do século 20.

A origem da data escolhida para celebrar as mulheres tem algumas explicações históricas. Embora já houvessem manifestações anteriores de mulheres trabalhadoras, a data remonta ao incêndio ocorrido em Nova York no dia 25 de março de 1911, na fábrica Triangle Shirtwaist Company, quando 146 trabalhadores morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens, que trouxe à tona as más condições enfrentadas por mulheres na Revolução Industrial.

Após mais de um século de lutas, ainda há grandes desigualdades estruturais contra as quais as mulheres precisam lutar para obter seu espaço.

Então, preparamos um texto para você conhecer alguns exemplos de mulheres brasileiras inspiradoras que lutaram por suas causas, por suas vidas e venceram.

Luiza Trajano

Talvez, o maior símbolo de mulher empreendedora que temos no Brasil seja Luiza Trajano, do Magazine Luiza.

Em sua página no LinkedIn, esse espírito empreendedor fica bastante evidente, pois é descrita como presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, conselheira em 12 diferentes entidades como IDV, FIESP, UNICEF e Grupo Consultivo do Fundo de População da ONU no Brasil e presidente do Grupo Mulheres do Brasil, que hoje conta com mais de 70 mil inscritas.

Nascida em Franca (SP), no dia 9 de outubro de 1951, Luiza, a sobrinha, foi vendedora, gerente de loja, encarregada e compradora até receber, em 1991, um bilhete da tia com um chamado: era o momento de assumir a liderança da empresa. Quando assumiu os negócios da família, o Magazine Luiza era apenas uma rede de lojas no interior do estado de São Paulo. Luiza Trajano transformou a marca em uma das maiores e mais conceituadas do mercado.

Entre suas principais conquistas, estão: a criação, ainda na década de 1990, do projeto embrionário do que seria a 1º loja virtual do mundo e a  presença do Magazine Luiza no ranking, há 22 anos consecutivos, das “Melhores empresas para se trabalhar”. Entre os diversos prêmios que recebeu por sua trajetória, é a única executiva brasileira na lista global do WRC – World Retail Congress.

Maria da Penha 

A Lei Maria da Penha, que condena a violência doméstica da qual tantas mulheres são vítimas em todo Brasil, foi resultado de sua tragédia pessoal.

Maria da Penha Maia Fernandes (Fortaleza-CE, 1º de fevereiro de 1945) é farmacêutica bioquímica com mestrado pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. Quando cursava sua pós-graduação, conheceu o colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, que fazia pós-graduação em Economia na mesma instituição. O casamento aconteceu em 1976. Após o nascimento da primeira filha e da finalização do mestrado de Maria da Penha, eles se mudaram para Fortaleza, onde nasceram as outras duas filhas do casal. Quando ele conseguiu a cidadania brasileira e se estabilizou profissional e economicamente, Marco começou a praticar agressões sistemáticas contra a esposa e filhas.

No ano de 1983, Maria da Penha foi vítima de dupla tentativa de feminicídio por parte de Marco Antonio Heredia Viveros.

Primeiro, ele deu um tiro em suas costas enquanto ela dormia. Como resultado dessa agressão, Maria da Penha ficou paraplégica. No entanto, Marco Antonio declarou à polícia que tudo não havia passado de uma tentativa de assalto, versão que foi posteriormente desmentida pela perícia. Quatro meses depois, quando Maria da Penha voltou para casa – após duas cirurgias, internações e tratamentos –, ele a manteve em cárcere privado durante 15 dias e tentou eletrocutá-la durante o banho.

O primeiro julgamento de Marco Antônio aconteceu somente em 1991, ou seja, oito anos após o crime. O agressor foi sentenciado a 15 anos de prisão, mas, devido a recursos solicitados pela defesa, saiu do fórum em liberdade.

O segundo julgamento só foi realizado em 1996, no qual o seu ex-marido foi condenado a 10 anos e 6 meses de prisão. Contudo, sob a alegação de irregularidades processuais por parte dos advogados de defesa, mais uma vez a sentença não foi cumprida.

Era preciso tratar o caso de Maria da Penha como uma violência contra a mulher em razão do seu gênero, ou seja, o fato de ser mulher reforça não só o padrão recorrente desse tipo de violência mas também acentua a impunidade dos agressores. Diante da falta de medidas legais e ações efetivas, como acesso à justiça, proteção e garantia de direitos humanos a essas vítimas, em 2002 foi formado um Consórcio de ONGs Feministas para a elaboração de uma lei de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher: Assim, em 7 de agosto de 2006, o então presidente sancionou a lei n. 11.340, mais conhecida como lei Maria da Penha.

Marta

Marta Vieira da Silva é uma jogadora de futebol brasileira e que atualmente defende o Orlando Pride, nos Estados Unidos. Nascida em Dois Riachos, em Alagoas, começou a jogar futebol em times formados por meninos na sua cidade. Apesar das dificuldades e de ser proibida de jogar torneios por ser “muito boa”, ela logo se destacou e passou a fazer parte das categorias de base do CSA.

Com 14 anos, viajou para o Rio de Janeiro para jogar pelo Vasco, clube onde se profissionalizou. Com o fim do time carioca na modalidade, a atacante passou dois anos no Santa Cruz, equipe de Belo Horizonte. Com o destaque obtido na Copa do Mundo de 2003, Marta iniciou sua carreira fora do país pelo Umea, time sueco. Teve passagem também pelo Santos.

A atleta atua também pela seleção brasileira desde 2002. Marta é considerada a maior jogadora do futebol brasileiro e uma das maiores atletas na história do esporte. Com a seleção brasileira, chegou apenas uma vez na final e acabou derrotada pela Alemanha na edição de 2007, mas foi eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo: venceu em 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2018.

O salário atual de Marta para atuar no Orlando Pride não é público, mas é provável que ela receba o valor máximo permitido para uma atleta da National Women’s Soccer League, que é 50 mil dólares por temporada, quantia muito inferior aos astronômicos salários do futebol masculino.

Nós, da Domicili, temos muito orgulho de todas as mulheres que fazem parte da história da nossa empresa e que, todos os dias nos ajudam a construir um futuro mais digno para as futuras gerações.

Aqui, fica nosso agradecimento e admiração por todas as mulheres.